sábado, 31 de julho de 2010

JAPA GARANHÃO

Bom, essa aconteceu faz muito tempo, muito mesmo.................
Mas é difícil de esquecer.

Isso aconteceu faz uns 20 e alguns anos, mais ou menos.
Estava conversando com um amigo, o tal JAPA GARANHAÃO, o Luis, que hoje esta na vida boa do Japão, e deve voltar um dia.
Era uma tarde de sábado, chovia e nada para se fazer, ai resolvemos ir ao Shopping Ibirapuera.

No caminho, quando estávamos saindo do elevado para pegar a 23 de maio, o Luis avistou uma garota parada com o carro, que parecia quebrado.
Ele logo disse para parar que ele iria ajudar a garota.
Questionei sobre ele não entender nada de mecânica e de estar chovendo, mas mesmo assim ele disse que iria ajudar e cantar a garota avisei que não iria descer por que chovia muito, mas mesmo assim ele quis parar.

Ele desceu, e voltou todo molhado dizendo que o carro estava sem gasolina e empurrou o carro para próximo da calçada para evitar um acidente e pediu que eu fosse buscar gasolina para a garota que ele ficaria com ela esperando e dando a sua cantada.
Sai e fui buscar aqueles sacos plásticos de emergência com 5 litros de combustível, e até hoje não sei como consegui dar a volta dirigindo e segurando o saco de combustível.
E nem se falava em direção hidráulica ou carro automático.

Retornei com o combustível e entreguei para o Luis, sem descer do carro, ele já estava muito molhado, quando perguntei se já tinha conseguido algo, dar a tal cantada, ele disse, “ainda nada, mas estou no caminho......”

Continuei dentro do carro e vendo pelo retrovisor a briga para conseguir colocar o combustível no tanque, esqueci de dizer, a garota tinha um Chevette, e nada dava certo.
Cansado de tanto esperar resolvi ajudar, e levei algumas propagandas de apartamentos que estavam no carro e fiz um funil com os papeis e conseguimos colocar o combustível.

Mas enquanto caminhava para o carro eu senti que chutei alguma coisa que fez um barulho característico de chaves.
E quando fui olhar o que era vi as chaves do carro, que estavam presas a tampa do tanque, rolarem direto para um bueiro próximo.
Como ninguém viu nada fiquei na mina e não falei nada.
Eles começaram a procurar a chave e a tampo do tanque para ela poder ir embora, mas ninguém encontrou.
Ajudei-os a procurarem e nada, até sugeri que poderia ter caído no bueiro, mas disseram que não poderia ter acontecido, pois estava no cantinho, perto da roda.

Com pena da garota e me sentindo um pouco culpado, só um pouquinho, pela situação, afinal poderia ter acontecido com qualquer um, ofereci carona para a garota ir buscar a chave reserva em casa, e ela nem sabia se tinha isso, estava no Brasil faziam 20 dias, estava na Itália estudando.

Ela agradeceu e disse que aceitava, assim pegava a chave, se tivesse e voltaria para pegar o carro.
Ai descobri que ela morava perto da ponte do socorro em Santo Amaro, que fria, mas como tinha oferecido não teve jeito.
O lugar não chegava mais, era longe, muito longe.......
Chegando lá fiquei esperando ela sair com a chave e voltarmos para pegar o carro e ela marcar algo como Luis.
Mas eis que aparece ela, o pai e o irmão, eles iam buscar o carro e ele ficaria para tomar um banho, estava muito molhada.

No caminho de volta fui respondendo um interrogatório sobre o que aconteceu de verdade, e o que aconteceu com as chaves, e por dentro estava rindo, pensando no Luis, todo molhado, que esperava a garota de volta para marcar um encontro.

Quando cheguei com os 2 guarda costas da garota o Luis estava mais molhado ainda, ele tinha ido ajudar um motoqueiro que tinha caído e a porta do carro bateu e travou, ai ele ficou do lado de fora tomando toda chuva.
Eles pegaram o carro, agradeceram e foram embora.

Ai não agüentei e comecei a rir, gargalhar da cara do meu amigo garanhão.
Entramos no carro e fomos embora, ao dava pra ir pra nenhum lugar mais, ele estava todo molhado.

Depois de umas 2 horas ele parece em casa perguntando se a carteira dele tinha caído no meu carro.
Fomos olhar, mas não estava lá.
Imaginamos que tinha caído no carro da garota, enquanto ele esperava a nossa volta.
Ai no domingo fomos à casa dela pra saber se estava no carro dela.

Olhamos e nada de carteira, em nenhum lugar e nem ela tinha encontrado nada.
Mas durante a semana começaram a cair cheques e cartões de crédito, a sorte é que ele era gerente de banco na época e logo sustou os cheques e cancelou o cartão de crédito.
Ele descobriu as lojas onde passáramos cheques e o cartão e foi conversar com eles, e deram a descrição do irmão da garota que ajudamos como o cara que passou o cheque e o cartão.

Nem preciso dizer que no final das contas ele se arrependeu de ajudar a garota e ainda pagou um baita mico com esses problemas todos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

SHOPPING PAULISTA

Essa aconteceu faz umas 3 ou 4 semanas...........
Estava na entrada do Shopping Paulista, próximo ao quiosque de café e da loja da Apple, esperando um amigo, o Francisco, que participou de algumas das historias mais absurdas.

Estava esperando pelo Francisco, marcamos de conversar, na entrada principal do Shopping Paulista, e ele esta atrasado, muito atrasado.
Não posso esquecer de dizer que era exatamente 12:00 – MEIO DIA, vocês imaginam o movimento, era hora de almoço, e aquilo estava fervendo de pessoas entrando e saindo, um movimento danado.

Nisso entra uma senhora, simples, estava vestida de modo muito simples pela região e em comparação aos freqüentadores do local, mas até ai tudo sem problemas.
Ela era mais baixa do que eu, e começou a me olhar e perguntando:

“Que idade tem seu filho?”

Achei estranha a pergunta e fiquei olhando para ela com cara de duvida, até que ela perguntou novamente, “...que idade tem seu filho ?”
Respondi que não tenho filhos, mas ela disse que não, que eu tinha sim e se eu sabia o que ele tinha feito.

Começou a contar que ele tinha tirado o pão da boca de uma mãe de família, que imagino que era ela mesma.
Começou a gritar que meu filho tratou ela mau, que tinha tirado o pão da boca dela, e mais um monte de absurdos.

Fiquei parado sem entender nada, e ela gritando que o meu filho tinha feito isso, e que não prestava.
De repente ela se afasta um pouco e pede atenção de todos, dizendo:

“Olhem o que esse FDP fez, ele chamou a policia para prender todo mundo, ele é um FDP !!!
Ele não tem coração, é um FDP !!!
Olhem pra ele, esse cara é um FDP, ele é um policial disfarçado, ele é policial, mandou prender todo mundo !!! “


Eu fiquei parado olhando pra ela, sem saber o que dizer e todos que entravam ou saiam do shopping me olhavam, e faziam comentários, ninguém sabia o que estava acontecendo.

O segurança do shopping, também ficou olhando e não fazia nada, quando ela ameaçou me bater com uma sacola que estava segurando ai o chamei para tomar uma atitude.
Mas ele começou a ouvir a historia dela e ficou parado com a senhora dentro do shopping e ele começou de novo...........

“Esse FDP, mandou prender todo mundo, seu FDP !!!
Cuidado, ele é um policial disfarçado e vai mandar prender vocês, esse FDP !!!”

Não preciso dizer que virei comentário do shopping todo né.


É uma situação que te deixa sem ação, praticamente no meio da Avenida Paulista alguém te xingando em alto e bom som para todos ouvirem, e sem que se saiba por que.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A PTIBULL E A INTERNET

A historia que vou contar aconteceu em 2001, eu trabalhava em uma integradora de telecomunicações e atendia clientes desse segmento.
Em uma determinada visita fui conversar com uma senhora sobre soluções para provedores de internet, em Alphaville I.

Essa reunião tinha sido agendada pela diretoria da empresa e me foi passada como uma visita muito importante, que poderia trazer ótimos resultados para nossa empresa.
De posse dessa informação fui preparado para uma excelente reunião, que, posteriormente, deveria me reportar ao diretor da empresa.

Chegando ao local, Alphaville I, fui anunciado para ter a entrada liberada e pude seguir para a reunião, que seria na casa do cliente.
Chegando lá, estranhei que ninguém veio me receber e abrir a porta.

Próximo à porta, que era de madeira, com quadrados de vidro transparente, percebi que tinham algumas correspondências no chão, na soleira da porta, e, como bom cidadão que sou me abaixei e recolhi as cartas para entregar a minha cliente.

Quando levanto a cabeça, por que ouvi algum barulho na porta, me deparo com um, ou melhor, uma, pitbull, com cara de poucos amigos, que fica me encarando e mostrando seus lindos dentes.......
Olhamos-nos por alguns segundos e nisso ela olha pra trás, que tem 2 portas de vidro, que dão para a piscina, que tem ligação com a entrada da casa, ou seja, caminho livre para ela me encontrar.

Nisso ela sai correndo em direção as portas de trás para me “recepcionar” de forma calorosa.
Mas, salvo por muito pouco, quando olho para aporta alguém já esta abrindo a mesmo,e me enfiei imediatamente para dentro.

Era a irmã da minha cliente que veio me recepcionar, mas ela deixou a PIT entrar também, e mandou-a ficar calminha, ela percebeu a situação, ainda bem.
Ela me encaminhou para o escritório, onde teria a reunião, e, de repente, percebo que não posso andar, me senti preso no lugar que estava, e quando olho vejo que a PIT havia engolido, literalmente, minha mão com a alça da pasta e estava me segurando.
Nisso chamo a irmã da cliente e peço a ela que solte minha mão da boca da PIT.
Ela volta e diz que a “menina” estava apenas brincando, e manda-a soltar minha mão.

Enquanto estou sentado esperando a cliente chegar a PIT volta, mas com um amigo, o maior rottweiler que já vi, mas não fiquei sabendo o nome dele, por isso vou chamar apenas de GRANDÃO.

Finalmente minha cliente chega e começamos a reunião.
Quando percebo que a PIT sumiu e apenas o GRANDÃO ficou me vigiando, e quando ela volta traz uma almofada entre os dentes, que destrói em questão de segundos.
Quando percebe minha cara de medo e admiração pela ação da PIT a cliente sorri e diz que é a ultima da dúzia comprada havia 2 dias.......

Nisso somem a PIT e o GRANDÃO, e a reunião começa a fluir melhor, mas de repente sinto um cutucão, nas “partes baixas” e quando olho, quem esta lá?
A PIT focinhando minhas partes baixas.
Fico quase que paralisado, afinal um erro e poderia ser fatal, o fim de uma série podemos dizer.
Peço para a cliente tirar a PIT de baixo da mesa e ela sorrindo diz que a menina é muito brincalhona.
PIT se retira, mas mandão GRANDÃO para me vigiar.

Continuamos a reunião em um clima tenso, devido aos meus “vigias”.
Eis que de repente, sinto novamente o cutucão nas partes baixas, a PIT voltou.
Peço novamente que a cliente a retire de onde estava assim me sentiria mais seguro.

Durante a reunião ela lembra que devia ter ligado para o fornecedor de ração que eles estavam sem comer e já havia passado do horário de almoço deles.
Ela conseguiu me deixar mais preocupado ainda.

Terminada a reunião começamos a nos despedir e nisso a PIT e o GRANDÃO somem da sala correndo, confesso que senti um alivio.

Assim que saio da casa e vou para a calçada para pegar meu carro, que estava estacionado do outro lado da rua quem eu vejo no meio da rua sentado e me observando, o GRANDÃO, e com cara de poucos amigos.......

Nisso congelei, achei que seria o final de tudo.
Fiquei parado por alguns minutos, afinal nem daria tempo de correr.
Demorei uns 5 minutos para chegar ao carro, fui bem devagar, para não irritar meu “amigo GRANDÃO”, e consegui chegar ao carro e me atirei para dentro dele, com os vidros fechados e portas travadas, vai que ele era ensinado.

Resumindo, até hoje me pergunto o que conversamos naquela reunião.
Estava tão tenso com a situação que praticamente nem prestei atenção a reunião, tivemos que marcar em outra data, mas dessa vez em nosso escritório, sem a presença da PIT e do GRANDÃO.

Desculpem pelos detalhes, mas são necessários para melhor entendimento dos acontecimentos.